Jorge Coroado, perito de arbitragem no processo «Apito Dourado», argumentou esta segunda-feira, no Tribunal de Gondomar, que os erros técnicos e disciplinares apontados aos árbitros dos encontros do Gondomar SC «não divergem da média neste tipo de jogos no terceiro escalão nacional».
Referindo-se aos quatro jogos que teve oportunidade de analisar
(deslocações do Gondomar SC aos terrenos de Vizela,
Dragões Sandinenses e Trofense, e recepção ao
Vilanovense), Coroado admitiu diferenças entre a sua
opinião, após visionamento dos lances nas imagens
televisivas, e a perspectiva dos árbitros em campo.
«O relatório de perícia que nos pediram foi
feito com base no que vimos nas imagens de televisão. Se
fosse elaborado na perspectiva de quem está no campo
provavelmente seria bem diferente e ainda estaria a ser realizado,
dada a quantidade de jogos em questão. Entendo as
dificuldades de um árbitro no terreno», sublinhou,
dizendo ainda não ter vislumbrado «erros
grosseiros» nos encontros analisados.
Confrontado com as polémicas declarações de
Luís Filipe Vieira, que defendeu a entrada da Polícia
Judiciária no futebol, o ex-árbitro reagiu com
ironia: «Creio que a Policia Judiciária entra no
Inatel, em Lisboa, porque tem lá uma equipa a jogar
futebol».
Em tom mais sério, acrescentou: «Se tivesse deixado de
assinalar uma grande penalidade, se a mesma fosse concretizada e
alterasse o marcador, obviamente que teria viciado o
resultado», disse Coroado, comentando os esclarecimentos que
prestou no Tribunal de Gondomar: «O que hoje aqui referi
não é substancialmente diferente daquilo que referi
no relatório. Tentei, sobretudo, transmitir a essência
prática da arbitragem».
O julgamento do processo «Apito Dourado» prossegue
terça-feira, às 9.30 horas, ainda com Jorge Coroado,
estando prevista para a parte da tarde a audição de
Pimenta Machado, antigo presidente do V. Guimarães




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